quinta-feira, 6 de agosto de 2020

Operação da PF desarticula quadrilha acusada de desviar recursos da Covid-19 no Maranhão

Fonte: O Imparcial - São Luis / MA     5 de agosto de 2020
oimparcial.com.br

Polícia Federal (PF) deflagrou na manhã desta quarta-feira (5), a operação “Falsa Esperança”, que desarticulou associação criminosa que fraudava licitações e desviava recursos públicos federais no Maranhão. A verba seria usada no enfrentamento do novo coronavírus (Covid-19) nos municípios de Bacabeira, Santa Rita e Miranda do Norte.

Polícia Federal em ação
Foto: Divulgação / Internet

As ordens judiciais foram cumpridas em seis cidades do Maranhão: São Luís, São José do Ribamar, Paço do Lumiar, Bacabeira, Santa Rita e Miranda do Norte.

Investigação

De acordo com a PF, foram verificados indícios  de superfaturamento de equipamentos de proteção individuais (EPI’s) e de simulação na compra de respiradores pulmonares. As prefeituras de Bacabeira, Santa Rita e Miranda do Norte pagaram pelos respiradores, mas os equipamentos nunca foram entregues.
Todas as aquisições foram realizadas por uma única empresa, sediada na cidade de Paço do Lumiar, que nunca havia atuado no ramo médico hospitalar. A investigação revelou ainda, que a empresa não tinha nenhum empregado e atuava com a comercialização de acessórios para ar-condicionados e de energia solar.
Segundo a Polícia Federal, a empresa tinha um total de 69 atividades secundárias, que variavam desde a confecção de vestuário, segurança privada e até produção musical.

A operação

Cerca de 50 policiais federais cumpriram quatro mandados de prisão temporária e 13 de busca e apreensão. Além disso, os bens e contas dos suspeitos foram bloqueados.
Os investigados responderão pelos crimes de peculato, falsidade ideológica, fraude em processo licitatório, superfaturamento na venda de bens e associação criminosa.
A Operação foi denominada de “Falsa Esperança”, em referência a expectativa criada na população dos municípios de Bacabeira, Santa Rita e Miranda do Norte de que as gestões municipais teriam adquirido de forma lícita equipamentos contra a covid-19, e que, ao fim, nunca chegaram a ser efetivamente entregues.

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